quarta-feira, 30 de novembro de 2016

EDUCAÇÃO INFANTIL - Adaptação

A adaptação escolar não acontece apenas quando uma criança vai à creche ou à pré-escola pela primeira vez, mas sempre que se depara com uma nova etapa de ensino ou um novo ambiente, como uma mudança de escola ou de turma. 

Se o novo gera insegurança e ansiedade em qualquer idade, na Educação Infantil, esse processo é ainda mais intenso. Saindo de suas zonas de conforto, os pequenos se veem em um ambiente coletivo com regras diferentes das de casa, são estimulados a participar de atividades incomuns ao seu dia a dia e passam a conviver com adultos e crianças inicialmente estranhos. 

A adaptação é esse momento de transição em que a criança vai se habituando à nova rotina longe dos familiares que tem como referência. Dia após dia, ela vai criando um vínculo com os professores, coleguinhas e atividades, sentindo-se cada vez mais segura.

Não existe um tempo determinado para essa transição. "Em geral, o período inicial da adaptação dura entre uma ou duas semanas, mas depende da criança, da família e de suas experiências anteriores relacionadas às separações que enfrentamos na vida", explica Cisele Ortiz, coordenadora do Instituto Avisa Lá, de São Paulo.

Algumas posturas podem facilitar a chegada dos pequenos a esse novo universo. Confira respostas às principais dúvidas sobre adaptação na Educação Infantil:

 

Planejamento e recepção


1. Como se planejar para o período de adaptação?
Antes do início das aulas, é interessante que a escola faça uma entrevista com os responsáveis para compor uma ficha com informações detalhadas sobre cada criança. Esse encontro também é uma oportunidade de criar um vínculo entre a instituição e a família e dar mais segurança aos pais.

Vale questionar sobre brincadeiras preferidas, medos, quem está presente no cotidiano da criança, quanto tempo ela costuma passar com os pais, além de cuidados especiais de saúde e alimentação. Com essas informações, fica mais fácil planejar atividades de acordo com os interesses e experiências das turmas. 

2. Como deve ser a recepção às crianças?
O professor deve demonstrar interesse em saber como a criança está, mesmo que ela esteja agarrada ao colo da mãe, para criar uma aproximação e transmitir segurança, mas sem forçar uma relação que ainda está sendo criada.

Para que a criança estabeleça um primeiro vínculo, o ideal é que seja recebida sempre pela mesma pessoa, de preferência, algum dos educadores da turma. No entanto, aos poucos, é preciso que ela crie consciência de que a creche é um espaço coletivo. Ocasionalmente, o responsável pela recepção pode se ausentar, por isso, é importante que esteja familiarizada com toda equipe auxiliadora para se sentir segura.



Participação da família

3. Como orientar os pais a preparar as crianças para a Educação Infantil?
Para os pequenos de até dois anos, sua rotina deve ser preservada ao máximo. O diálogo entre família e educadores é importante para entender os hábitos da criança e minimizar mudanças na transição casa-instituição escolar.

Por volta dos dois anos e meio, já é possível explicar esse novo momento e tirar dúvidas dos pequenos para que se sintam mais confortáveis. "É essencial envolver a criança nos preparativos para ir à escola, como arrumar a mochila e a lancheira. Isso faz com que ela perceba que está sendo cuidada e que se sinta participante", recomenda Cisele.

4. Como deve ser a despedida dos familiares? 
Este momento costuma ser regado a choro e negação da separação. Para evitá-lo, alguns pais aproveitam a distração dos filhos para ir embora despercebidos. Cuidado com esse tipo de atitude: no momento em que a criança percebe que está sozinha, o choro vem acompanhado de um sentimento de abandono e desespero.

A despedida é fundamental para a adaptação. "Por mais difícil e doloroso que seja para ambos, construir uma relação com os filhos pautada na confiança e na honestidade é sempre melhor. A clareza da despedida é saudável e necessária", explica Cisele.

5. Que tipo de orientação o professor pode dar para tranquilizar os familiares?
Ansiedade e insegurança são comuns na adaptação, um período intenso e repleto de novidades. Essa sensação deve diminuir na medida em que a família estabeleça uma relação de confiança com a escola.

"Se os familiares encararem a entrada na escola como algo positivo, que gera autonomia, crescimento, amadurecimento e ajuda na socialização, será ótimo para todos. Se for vivenciada como culpa pelo abandono, será difícil para todos", coloca Cisele Ortiz. 

Por isso, é importante que o educador "demonstre segurança, confiança de que tudo vai dar certo e conte para os pais sobre as atividades que serão realizadas", como propõe Ana Paula Yazbek, sócia-diretora do Espaço da Vila - Berçário e Recreação, em São Paulo.

6. Os pais devem estar presentes no período de adaptação? 
Os pais são essenciais nesse processo. A integração entre família e escola deve acontecer desde o começo. Na creche, é importante que algum familiar acompanhe o pequeno o tempo todo nos primeiros dias, para não deixá-lo sem referência e prolongar uma adaptação mais sofrida.

Nessa fase, os aspectos sensoriais exigem bastante atenção do educador. Até 10 meses de idade, os bebês sentem muita diferença no modo como as fraldas são trocadas ou como são colocados para dormir, por exemplo. Assim, a presença dos pais ajuda o professor a conhecer bem os hábitos de cada criança.

"Na pré-escola, as crianças são ávidas por fazer amigos, já falam bem e têm mais autonomia", explica Cisele Ortiz. Sua adaptação costuma ser mais tranquila e pode ser realizada em pequenos grupos de duas ou três crianças para facilitar sua integração. Mesmo assim, a presença dos familiares não deve ser dispensada. Nos primeiros dias, eles podem ajudar os pequenos a se ambientar ao local e ao tempo de execução das atividades.



Choro, objetos de apego e atividades

 
7. O que fazer quando a criança chora pela ausência dos pais?
"Não se pode banalizar o choro. É como se a criança estivesse dizendo: ?que lugar é esse? Quem são vocês e o que eu estou fazendo aqui??. Tentar mostrar o que está acontecendo e o que vai acontecer ajuda", analisa Ana Paula Yazbek. O ideal é que o professor conforte os pequenos e converse sobre o reencontro com os pais, além de oferecer atividades atrativas que possam atrair sua atenção.

No berçário, como a adaptação acontece na presença dos pais, o bebê entende que sua referência afetiva conhece aquele lugar e vai criando sua ambientação. Num segundo momento, quando os familiares deixam de estar presentes, é importante que a criança se sinta acolhida. Os objetos de apego podem ajudar a confortá-las por remeterem ao ambiente familiar.

8. Criança que não chora já está adaptada?
O choro é uma forma de comunicação, mas algumas crianças se sentem retraídas e não choram. "Não é porque a criança não está dando trabalho que ela não precisa de atenção. É preciso olhar para essas crianças, acessá-las e inseri-las nas atividades em que a turma está envolvida respeitando sua vontade, mas sem ignorá-las", recomenda Ana Paula.

9. O que fazer quando a criança tem objetos de apego?
  Objetos de apego, como paninhos, chupetas e brinquedos, dão segurança emocional aos pequenos, pois remetem ao conforto do ambiente familiar. Por isso, não é indicado que o professor "desafie" as crianças a descartá-los durante o período de adaptação. Mais tarde, esse significado vai se perdendo e o educador pode delimitar momentos em que tais objetos sejam deixados de lado para não atrapalhar movimentos e até a fala, por exemplo, durante as refeições ou brincadeiras.

10. Quais atividades são mais indicadas para o período de adaptação?
O ideal é que o professor planeje as atividades de acordo com a faixa etária e as informações recebidas nas entrevistas com os familiares. As propostas podem ser simples, o importante é que não sejam muito diferentes das que farão parte do dia a dia das crianças ao longo do ano, para evitar expectativas frustradas.

"Roda de histórias, roda de conversa, atividades com pintura, melecas e transformações, brincadeiras ao ar livre com areia, terra ou barro são atraentes para as crianças maiores. Para as menores, é preciso focar nos cuidados essenciais e na manutenção da sua rotina", explica Cisele.

"Levar algo produzido na escola para casa, como um desenho ou uma massinha, é interessante, porque faz com que a criança fortaleça o vínculo entre os dois ambientes", destaca Juliana Lichy, coordenadora pedagógica da Escola Criarte.

NOVA ESCOLA
Laís Semis

terça-feira, 22 de novembro de 2016

MEDIDA PROVISÓRIA do Ensino Médio: relator irá propor volta de ARTES e EDUCAÇÃO FÍSICA.

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O relator da Medida Provisória do Ensino Médio (MP 746/2016), senador Pedro Chaves (PSC-MS), disse hoje (16) que irá incluir a obrigatoriedade de artes e educação física no relatório que apresentará até o final de novembro à comissão mista que discute a MP. Além da volta das disciplinas, o relator vai propor a ampliação da jornada escolar de 800 para pelo menos mil horas por ano para todas as escolas de ensino médio até 2018.
A retirada da obrigatoriedade das disciplinas pela MP causou polêmica tanto entre estudantes quanto entre educadores. A MP diz que tanto artes e educação física quanto filosofia e sociologia deixam de ser obrigatórias, a partir da definição da Base Nacional Comum Curricular, atualmente em discussão. Segundo o Ministério da Educação (MEC), a Base certamente irá garantir a obrigatoriedade dos quatro conteúdos.
Sobre não reincluir a obrigatoriedade de filosofia e sociologia, o senador disse à Agência Brasil que "isso quem vai definir vai ser o CNE [Conselho Nacional de Educação], mas provavelmente eles vão incluir sim [na Base]".
Ao todo, a MP já recebeu 566 emendas de deputados e senadores. A volta da obrigatoriedade das disciplinas nos três anos do ensino médio está entre as sugestões dadas pelos parlamentares.
O relator adiantou ainda que irá propor que todas as escolas tenham jornada de pelo menos cinco horas por dia no ensino médio, o que equivale a mil horas por ano. Atualmente, a obrigatoriedade é de quatro horas por dia, ou 800 horas por ano.
Pelo atual texto da MP, a carga horária deve ser "progressivamente ampliada" para pelo menos 1.400 horas por ano, o equivalente a 7h por dia. "O governo pretende passar de 800 para 1,4 mil horas gradativamente. Eu estou propondo para 2018 mil horas por ano para todo mundo", disse Chaves. Segundo ele, isso não impede que algumas escolas já passem para a carga horária de 1,4 mil horas por ano a partir de 2018.
A intenção é que os estudantes tenham mais tempo para aprender conteúdos obrigatórios. Pela MP, o conteúdo obrigatório mínimo, que será definido na Base Nacional vai preencher 1,2 mil horas de todo o ensino médio. O tempo restante será destinado à formação em uma ênfase escolhida pelo próprio estudante. As ênfases serão em linguagens; matemática; ciências da natureza; ciências humanas; e formação técnica e profissional.  
Com a ampliação obrigatória para 1 mil horas anuais, o senador quer propor que do total de 3 mil horas em todo o ensino médio, 1,8 mil sejam destinadas ao conteúdo obrigatório e 1,2 mil ao itinerário formativo.
Sobre o financiamento, questão polêmica, uma vez que muitos estados, responsáveis majoritariamente pela oferta de ensino médio, estão endividados, o senador diz que isso não irá alterar o conteúdo da MP. "O governo [federal] financia quatro anos. Esse financiamento é parte do governo [da União], parte dos estados. Mas, basicamente, vai ser o estado que vai assumir essa alteração de carga horária".
De acordo com ele, isso está sendo negociado com o governo federal, que deverá conversar com os governadores. "Mas, não tem dúvida, vai ser colocado no relatório", diz o senador. Pedro Chaves pretende apresentar o relatório até o dia 30 de novembro. "Existe um grupo que pretende postergar, o que vai comprometer os prazos da MP. Isso não é possível".
Após apresentado, o relatório deverá ser votado na comissão mista, onde poderá sofrer alterações, e passar pelos plenários da Câmara e do Senado. O prazo para que isso seja feito é até março de 2017.
Edição: Augusto Queiroz

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

ENEM 2016 - LEMBRETES

ENEM 2016 - LEMBRETES

Data e hora
Em ambos os dias da prova, 5 e 6 de novembro, os portões de acesso serão abertos às 12h e fechados às 13h, seguindo sempre o horário de Brasília. Após o fechamento dos portões, os participantes deverão aguardar em sala de provas até que seja autorizado o seu início, às 13h30min, após procedimentos de verificação de segurança. 
Considerando o horário local de cada estado, bem como horário de verão adotado em boa parte do país, os portões serão fechados às 10h no Acre; às 11h no Amazonas, Rondônia e Roraima; e às 12h no Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins.
No Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, alguns dos estados que aderiram ao horário de verão, os portões serão fechados às 13h. No primeiro dia de prova, os participantes terão 4h30 para responder o exame. No segundo, que conta com elaboração de redação, 5h30.

Documentação
Para realizar as provas do Enem, é necessário apresentar um documento de identificação original com foto. Certifique-se de levar ao menos um deles, seja ele RG, CPF, CNH, ou até título de eleitor.

Caneta Preta
Esqueça lápis, lapiseira, borracha ou caneta azul. De acordo com o edital do Enem, os candidatos só podem levar consigo canetas de tinta preta para realizar a prova. Elas também precisam ter o corpo transparente, de forma que o fiscal possa enxergar o interior da caneta.

Alimentação
Refeições equilibradas e nutritivas, antes do exame, são a melhor opção para evitar um mal-estar repentino. Para a sala de prova, leve água e um lanche leve, como barra de cereais, bolachas ou até um chocolate.

Proibições
Não é permitido, sob risco de ter a prova anulada:
·  *Declaração falsa ou inexata em qualquer documento referente ao exame.
· *Perturbar a ordem e comportar-se indevidamente no local de prova.
· *Comunicar-se com outro participante, seja por voz, escrito ou qualquer outra forma.
· *Portar, dentro da sala de provas, equipamento eletrônico e de comunicação (celulares devem ser desligados e colocados dentro de sacos plásticos lacráveis, entregues por fiscais de prova, no local. Esquece aquela selfie bacana).
· *Qualquer tipo de fraude em benefício próprio ou de terceiros.
·  *Uso de livros, anotações ou referências impressas para consulta, durante o exame.
·  *Deixar a sala de provas sem o acompanhamento de um aplicador ou ausentar-se antes de duas horas do início das provas.
· *Não entregar Cartão-Resposta, Folha de Redação e Folha de Rascunho ao aplicador, ao ao terminar as provas.
· *Não entregar Caderno de Questões ao aplicador, exceto ao deixar em definitivo a sala de provas nos últimos 30 minutos anteriores ao fim do prazo de resolução do exame.
· *Deixar a sala de provas com o Cartão-Resposta, Folha de Redação e/ou Folha de Rascunho.
· *Não obedecer às orientações da equipe de aplicação durante a realização do Exame.
· *Utilizar óculos escuros e artigos de chapelaria como boné, chapéu, viseira, gorro ou similares.
· *Portar armas de qualquer espécie, mesmo com licença de porte.
· *Receber quaisquer informações sobre as provas, de qualquer membro da equipe de aplicação do ou de outro participante.
· *Recusar-se sem justificativa a ser submetida à revista eletrônica, coleta de dado biométrico e ter revista eletrônica de objetos.
·*Não aguardar em sala de provas das 13h00min as 13h30min para iniciar as provas.
· *Não apresentar, no prazo estipulado, os documentos solicitados pelo Inep.

Cartão-Resposta e Folha de Rascunho
No Cartão-Resposta, o participante deve marcar a opção correspondente à cor da capa do caderno de questões, além de transcrever a frase apresentada na capa do caderno de questões. Folhas de Rascunho e marcações assinaladas nos Cadernos de Questões não são consideradas para fins de correção.

Gabarito
Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados na própria página do do Inep e no aplicativo do Enem, até o terceiro dia útil seguinte ao de realização das últimas provas. Os participantes poderão acessar os resultados individuais Enem 2016, em data a ser divulgada, por meio da inserção do número de inscrição e senha, ou CPF e senha, no site.

PRODUÇÃO DE TEXTO

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terça-feira, 20 de setembro de 2016

REVOLUÇÃO FARROUPILHA


DIA 20 de SETEMBRO
Revolução Farroupilha

20 de Setembro é a data máxima para os gaúchos. Neste dia celebram-se os ideais da Revolução Farroupilha, que tinha como objetivo propor melhores condições econômicas ao Rio Grande do Sul.

As Causas
O estado do Rio Grande do Sul vivia basicamente da pecuária extensiva e da produção de charque, que era vendido para outras regiões do País. No início do século XIX, a taxação sobre o charque gaúcho tornava o produto pouco competitivo, e logo o charque proveniente do Uruguai e da Argentina passou a abastecer esta demanda.
Alguns estancieiros, em sua maioria militares, propuseram ao Império Brasileiro novas alíquotas para seu produto, a fim de retomar o mercado perdido para os vizinhos do Prata. A resposta não foi nada satisfatória. Indignados com o descaso da Corte e cansados de ser usados como escudo em várias guerras na região, os gaúchos pegaram em armas contra o Império.
A guerra

Em 20 de Setembro de 1835, tropas lideradas por Bento Gonçalves marcharam para Porto Alegre, tomando a capital gaúcha e dando início à guerra. O governador Fernandes Braga fugiu para a cidade portuária de Rio Grande, que tornou-se a principal base do Império no estado.
Em 11 de Setembro de 1836, após alguns sucessos militares, Antônio de Souza Netto proclama a República Rio-Grandense, indicando Bento Gonçalves como presidente. O líder farrapo, no entanto, mal toma posse e, na Batalha da Ilha do Fanfa sofre uma grande derrota e é levado preso para o Rio de Janeiro, e logo em seguida para o Forte do Mar, em Salvador, de onde fugiria espetacularmente. 

A revolução se estendeu por dez anos e teve altos e baixos para os dois lados. Um dos pontos altos foi a tomada de Laguna, em Santa Catarina com a ajuda do italiano Giuseppe Garibaldi, em 1839. Finalmente os farroupilhas tinham um porto de mar. Ali foi fundada a República Juliana (15 de julho de 1839).
Após dez anos de batalhas, com Bento Gonçalves já afastado da liderança e com as tropas já muito desgastadas, os farrapos aceitam negociar a paz.  Em fevereiro do 1845 é então selada a paz em Poncho Verde, conduzida pelo general Luís Alves de Lima e Silva. Muitas das reivindicações dos gaúchos foram atendidas e a paz voltou a reinar no Brasil.

A cultura

A Revolução Farroupilha é o mito fundante da cultura gaúcha. É a partir dela que se estabelece toda a identidade do povo gaúcho, com suas tradições e seus ideais de liberdade e igualdade. Hoje a cultura gaúcha é reverenciada não só no estado, mas no país e no mundo, através dos milhares de CTGs (Centro de Cultura Gaúcha) espalhadas por todos os cantos. E a cada 20 de Setembro, o gaúcho reafirma o orgulho de suas origens e o amor por sua terra.

Hino Rio-Grandense
Letra: Francisco Pinto da Fontoura
Música: Joaquim José de Mendanha

Harmonia: Antônio Corte Real
Como a aurora precursora
Do farol da divindade
Foi o Vinte de Setembro
O precursor da Liberdade
Mostremos valor, constância
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda a terra
Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo
Mostremos valor, constância
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda a terra

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Independência do Brasil

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História da Independência do Brasil, Dom Pedro I, Grito do Ipiranga, 7 de setembro, História do Brasil Império, Dia da Independência, transformações políticas, econômicas e sociais, dependência da Inglaterra no Brasil.

Introdução

A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. Podemos citar o caso mais conhecido: Tiradentes. Foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade de nosso país, durante o processo da Inconfidência Mineira.

Dia do Fico

Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta ideia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou : "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."

O processo de independência

Após o Dia do Fico, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembleia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem o " cumpra-se ", ou seja, sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, conclamava o povo a lutar pela independência.

O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembleia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole.

Estas notícias chegaram as mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Próximo ao riacho do Ipiranga, levantou a espada e gritou : " Independência ou Morte !". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.




Bandeira do Brasil Império. Primeira bandeira brasileira após a Independência.



Pós Independência

Os primeiros países que reconheceram a independência do Brasil foram os Estados Unidos e o México. Portugal exigiu do Brasil o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência de sua ex-colônia. Sem este dinheiro, D. Pedro recorreu a um empréstimo da Inglaterra.

Embora tenha sido de grande valor, este fato histórico não provocou rupturas sociais no Brasil. O povo mais pobre se quer acompanhou ou entendeu o significado da independência. A estrutura agrária continuou a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte D. Pedro I, foi a camada que mais se beneficiou.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

RETORNO ÀS AULAS

Meus queridos alunos,

 estamos chegando a reta final do ano letivo 2016.

Vamos dedicar bastante para que o sucesso seja garantido.

FOCO, FOCO e FOCO!

Não deixe nada tirar o seu foco na reta final!



sexta-feira, 24 de junho de 2016

*FÓRMULAS DE FÍSICA*

Cinemática
Velocidade
Velocidade Média
Movimento uniforme
Função horária do deslocamento
Movimento uniformemente variado
Aceleração média
Função horária da velocidade
Função horária da posição em função do tempo
Equação de Torricelli
Movimento Vertical
Função horária da velocidade no movimento vertical
Função horária da posição em função do tempo no movimento vertical
Equação de Torricelli no movimento vertical
Movimento Oblíquo
Função horária da posição horizontal
Componente horizontal da velocidade inicial
Função horária da posição vertical
Componente vertical da velocidade inicial
Alcance máximo do projétil horizontalmente
Movimento circular
Posição angular
Deslocamento angular
Velocidade angular
Aceleração angular
Função horária da posição angular no movimento circular uniforme
Função horária da velocidade angular
Função horária da posição angular
Equação de Torricelli para movimento circular
Aceleração centrípeta

Dinâmica
Leis de Newton
Força Resultante
1ª Lei de Newton
Um corpo em movimento tende a permanecer em movimento e um corpo em repouso tende a permanecer em repouso.
2ª Lei de Newton
2ª Lei de Newton vetorial
3ª Lei de Newton
Força Peso
Peso de um corpo
Força de Atrito
Força de atrito estático
Força de atrito dinâmico
Força Elástica
Lei de Hooke
Força Centrípeta
Força centrípeta
Trabalho de um força
Trabalho
Potência
Potência média
Potência intantânea
Energia
Energia cinética
Energia potencial gravitacional
Energia potencial elástica
Energia Mecânica
Impulso e quantidade de movimento
Impulso
Quantidade de movimento
Teorema do impulso
Conservação da quantidade de movimento

Estática
Equilíbrio
Equilíbrio estático
Equilíbrio dinâmico
Estática de um ponto
Estática de um ponto
Estática de um corpo rígido
Centro de massa
Momento de uma força - Torque
Estática de um corpo

Hidrostática
Pressão
Pressão em uma superfície
Densidade
Pressão hidrostática
Teorema de Stevin
Teorema de Pascal
"O acréscimo de pressão exercida num ponto em um líquido ideal em equilíbrio se transmite integralmente a todos os pontos desse líquido e às paredes do recipiente que o contém."
Empuxo
Empuxo
Peso aparente

 Gravitação Universal
Força gravitacional
Força Gravitacional
Constante de gravitação universal
Leis de Kepler
1ª Lei de Kepler - Lei das Órbitas
"Os planetas descrevem órbitas elípticas em torno do Sol, que ocupa um dos focos da elipse."
2ª Lei de Kepler - Lei das Áreas
"O segmento que une o sol a um planeta descreve áreas iguais em intervalos de tempo iguais."
3ª Lei de Kepler - Lei dos Períodos
Termometria
Escalas termométricas
Escala Fahrenheit
Escala Kelvin

Conversões entre escalas
Celsius para Fahrenheit
Fahrenheit para Celsius
Celsius para Kelvin
Kelvin para Celsius

Calorimetria
Calor
Calor sensível
Calor latente
Capacidade térmica
Troca de calor
Equilíbrio térmico
Propagação de calor
Fluxo de Calor
Condução
Acontece quando o calor se propaga através de um meio condutor térmico.
Convecção
É o fenômeno no qual o calor se propaga por meio do movimento de massas fluidas de densidades diferentes.
Irradiação
É a propagação de energia térmica que não necessita de um meio material para acontecer, pois o calor se propaga através de ondas eletromagnéticas.

Estudo dos gases
Transformações
Transformação isobárica
Transformação isométrica
Transformação isotérmica
Transformação adiabática


Equação de Clapeyron
Equação de Clapeyron - Equação geral de estado
Numero de mols
Constante universal dos gases perfeitos
Lei geral dos gases perfeitos
Lei geral dos gases perfeitos
Termodinâmica
Energia interna
Energia interna
Variação da energia interna
Trabalho de um gás
Trabalho de um gás
Trabalho de um gás sob pressão constante
Trabalho de um gás sob temperatura constante
Trabalho de um gás sob volume constante
Trabalho de um gás em uma transformação adiabática
Leis da Termodinâmica
1ª Lei da termodinâmica
2ª Lei da termodinâmica
"O calor não pode fluir, de forma espontânea, de um corpo de temperatura menor, para um outro corpo de temperatura mais alta."
"É impossível a construção de uma máquina que, operando em um ciclo termodinâmico, converta toda a quantidade de calor recebido em trabalho."
"A entropia não pode diminuir em um sistema fechado."
Máquinas térmicas
Trabalho em uma máquina térmica
Rendimento de uma máquina térmica
Ciclo de Carnot
Trabalho no ciclo de Carnot
Rendimento de uma máquina de Carnot

Dilatação
Dilatação dos sólidos
Diltação linear
Dilatação superficial
Coeficiente de dilatação superficial
Dilatação volumétrica
Coeficiente de dilatação volumétrica
Dilatação dos líquidos
Dilatação aparente
Dilatação do recipiente
Dilatação real
Coeficiente de dilatação real

Entropia
Entropia
Variação de entropia

Óptica
Reflexão da Luz
Lei da refração
Espelhos
Espelhos planos
Imagem virtual, direta e de tamanho igual ao objeto.
Associação de espelhos planos
Espelhos convexos e lentes convergente
Imagem virtual, direta e menor que o objeto.
Equação de Gauss
Ampliação
Refração da Luz
Índice de refração absoluto em um meio
Lei de Snell-Descartes
Índice relativo de refração entre dois meios

MHS
Movimento periódico e oscilatório
Período do movimento
Frequência do movimento
Equivalência entre frequência e período
Funções horárias
Elongação
Velocidade
Aceleração
Pulsação
Força no MHS
Força
Constante de força do MHS
Pulsação
Período do movimento
Frequência do movimento
Oscilador massa-mola
Força
Período
Pêndulo simples
Força
Período
Ondas
Classificação das Ondas
Ondas mecâncas
São ondas em que a propagação envolve o transporte de energia cinética e potencial e são dependentes da elasticidade do meio.
Ondas eletro - magnéticas
São as ondas geradas por oscilação das cargas elétricas, em que a propagação não depende do meio em que são propagadas, por isso podem acontecer no vácuo.
Ondas Longitudinais
São as ondas casadas por vibrações na mesma direção da propagação.
Ondas Transversais
São as ondas causadas por vibrações perpendiculares à direção de propagação.
Ondas unidimensionais
São as que se propagam em apenas uma direção, como as ondas em cordas e molas esticadas
Ondas bidimensionais
São aquelas que se propagam por uma superfície, como as água em um lago quando se joga uma pedra;
Ondas tridimensionais
São capazes de se propagar em todas as dimensões, como a luz e o som.
Velocidade de propagação das ondas
Velocidade de propagação
Reflexão das ondas
1ª Lei da Reflexão
O raio incidente, o raio refletido e a reta perpendicular à superfície refletora no ponto de incidência estão contidos sempre no mesmo plano.
2ª Lei da Reflexão
Os ângulos formados entre o raio incidente e a reta perpendicular e entre o raio refletido e a reta perpendicular têm sempre a mesma medida.
Refração das ondas
1ª Lei da Refração
O raio incidente, a reta perpendicular à fronteira no ponto de incidência e o raio refratado estão contidos no mesmo plano.
Lei de Snell
Superposição de ondas
Elongação
Amplitude