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sábado, 7 de maio de 2016
Entenda como a herança genética passa de pai para filho
Soa como uma melodia de Bach quando, ainda na maternidade, o novo papai ouve: "é a sua cara". Por isso, muitos criam expectativa e até ficam ansiosos para ver a carinha do recém-chegado bebê, à espera de um traço que marque sua continuidade no mundo. A verdade, porém, é que ter queixo, cor do cabelo e formato dos olhos parecidos é resultado da herança biológica carregada no DNA dos filhos que, nem sempre, puxam o pai ou a mãe, mas membros de toda uma família.

sexta-feira, 6 de maio de 2016
Se a turma toda vai mal, parte da culpa é do docente!
Quando eu ainda estava cursando licenciatura na faculdade e era estagiário em uma escola, ouvi um professor comentar com alguns colegas sobre como os estudantes de uma de suas turmas haviam ido mal nas provas recém-corrigidas por ele. A maior nota obtida foi 3, sendo que a avaliação valia de zero a 10. De acordo com o docente, os alunos "não sabiam nada". Ao observar essa conversa, percebi um tom de orgulho e satisfação na fala dele, como se esse péssimo resultado funcionasse como uma espécie de vingança contra a classe.
Acredito que todos nós já tenhamos vivenciado algo semelhante, seja como educadores, seja como alunos. Pensando nessa situação, agora que tenho alguma experiência em sala, não pude deixar de me perguntar: "Como é possível uma turma inteira apresentar desempenho insuficiente?", "Será que a responsabilidade é só dos alunos?".
Para aquele professor, o mau resultado dos estudantes era fruto da incapacidade deles próprios - classificados pelo docente como fracos - em aprender, consequência tanto do sistema, que permitiu a aprovação deles em anos anteriores sem que dominassem conhecimentos básicos, quanto da falta de interesse e da indisciplina dos alunos, que "não queriam saber da escola".
As avaliações, no entanto, não revelam a performance somente da classes. Ao tirar o foco deles, é possível levantar várias hipóteses sobre a atuação do educador em sala: ele não soube ensinar os conteúdos de maneira adequada; o nível com que abordou os assuntos foi incompatível com os saberes dos estudantes; o tipo de aula escolhida não funcionou para aquela turma, entre outros diversos possíveis motivos.
Qualquer que seja a razão do insucesso, notar isso apenas na prova - que, em geral, ocorre no final dos bimestres ou trimestres - revela falta de sensibilidade por parte do professor em observar que os estudantes não estavam acompanhando as aulas.
Além disso, a explicação para as notas ruins pode nem estar no aprendizado dos alunos, mas na avaliação malfeita. Já aconteceu de eu reler uma prova no momento em que ela estava sendo aplicada e perceber que as questões poderiam ter sido melhor formuladas. Porém, muitas vezes, quem evidencia esses problemas de consigna são os próprios estudantes, com dúvidas que revelam interpretações não previstas durante a elaboração do material. Dessa forma, parte dos erros da turma pode ser atribuída a isso.
É importante buscarmos as causas de um péssimo resultado, mas é também preciso pensar nos encaminhamentos para resolver a situação. O que fazer depois de uma prova como essa? Como reverter esse cenário?
No exemplo descrito aqui, lembro que o docente afirmou não estar preocupado com o fracasso dos alunos, pois "a matéria tinha sido dada", assim, ele seguiria com os outros conteúdos. Essa postura deixa entrever uma profunda falta de responsabilidade com a aprendizagem dos estudantes. Dar continuidade ao planejamento somente para "cumprir tabela" não faz sentido se os alunos não aprenderam - como indicam as notas baixas. Pior ainda é conceber a prova como um instrumento de punição.
Caso o aprendizado não tenha sido alcançado, o professor tem a obrigação de revisitar o assunto trabalhado de outras maneiras, já que a primeira não foi eficaz. É como se toda a sala estivesse num processo de recuperação.
A avaliação deve ser um instrumento para analisar o percurso intelectual que foi traçado, tomar consciência dos conhecimentos desenvolvidos e refletir sobre o que pode ser feito, dali para diante, para que os alunos aprendam mais.

quinta-feira, 5 de maio de 2016
06 DE MAIO — DIA NACIONAL DA MATEMÁTICA -
O Dia Nacional da Matemática é comemorado em 06 de maio, data que homenageia Malba Tahan, notório matemático, escritor e educador brasileiro.
O Dia da Matemática é uma data há tempos comemorada informalmente pela Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM). Essa comemoração é feita a cada 06 de maio como uma homenagem ao matemático, escritor e educador brasileiro Júlio César de Mello e Souza, mais conhecido comoMalba Tahan.
A nível nacional, a então deputada Raquel Teixeira foi a responsável por apresentar um projeto de lei, em 05 de maio de 2004, para instituir o Dia Nacional da Matemática. O objetivo era que o Ministério da Educação e da Cultura incentivasse atividades culturais e educativas nessa data. A proposta de Raquel determinava um momento para refletir a educação matemática, incentivando os professores e estudantes a cultivar a cultura e o saber. Apenas em 26 de junho de 2013 a Presidenta da República, Dilma Rousseff, sancionou a lei n° 12.835, que instituiu, oficialmente, o Dia Nacional da Matemática, que deve ser comemorado anualmente em todo o território nacional em 06 de maio.
Mas o que levou à escolha dessa data? Essa pergunta é facilmente respondida ao conhecermos a história de Malba Tahan. Nascido em 06 de maio de 1895, no Rio de Janeiro, Júlio César de Mello e Souza (Malba Tahan) começou a lecionar aos 18 anos. Formou-se, posteriormente, em Engenharia Civil, mas nunca exerceu essa profissão. Muito apaixonado pela matemática e pela escrita, Júlio, que gostava de contar histórias, começou a envolver a matemática em seus enredos. Em 1918, levou cinco de seus contos a um jornal carioca, no qual chegou a trabalhar. Como não houve qualquer interesse em suas produções, assinou os contos como R. S. Slade, um pseudônimo para um fictício autor americano. Apenas após essa nova autoria, ele pôde ver um de seus contos publicado no jornal.
Como Júlio era admirador da cultura árabe, passou a incluí-la em suas produções e chegou até mesmo a assinar suas obras como Ali Iezid Izz-Edim Ibn Salim Hank Malba Tahan, um árabe. Para dar credibilidade ao seu pseudônimo, ele escreveu uma falsa biografia em que atestava que Malba Tahan era um admirável escritor e tinha uma grande história de vida. Após ter diversos contos publicados com esse pseudônimo, ele conseguiu lançar, em 1925, seu primeiro livro matemático: Contos de Malba Tahan.
A fama alcançada por suas revolucionárias produções permitiu que Júlio César se tornasse conhecido como o verdadeiro autor do livro no ano de 1933. Todavia, como o pseudônimo tornou-se maior, ele nunca deixou de assinar o nome árabe e recebeu até mesmo uma autorização de Getúlio Vargas para que constasse ao lado de seu nome, em sua carteira de identidade, o pseudônimo “Malba Tahan”.
Ao longo de seus 79 anos, Malba Tahan publicou 120 livros, sendo 51 voltados à Matemática. Nessas obras, conseguiu repassar o conteúdo matemático em uma esfera envolvente que apresentava enigmas e fantasias, o que se tornava uma aventura divertida e empolgante. Por essa diferenciada forma de escrever, até a data de seu falecimento, ele já havia vendido mais de um milhão de livros. Seu livro mais famoso, “O homem que calculava”, tornou-se um best-seller que até hoje atrai as novas gerações.
Por Amanda Gonçalves
Graduada em Matemática
VAMOS INCENTIVAR A LEITURA!
Inspiração para o incentivo à leitura na escola
Neurilene Martins
“As palavras não nascem amarradas,
elas saltam, se beijam, se dissolvem,
no céu livre por vezes um desenho,
são puras, largas, autênticas, indevassáveis.”
(“Consideração do Poema”, Carlos Drummond de Andrade)
elas saltam, se beijam, se dissolvem,
no céu livre por vezes um desenho,
são puras, largas, autênticas, indevassáveis.”
(“Consideração do Poema”, Carlos Drummond de Andrade)
Recentemente, escutei uma coordenadora pedagógica protestar sobre escolas de Educação Infantil em que livros e brinquedos ficam guardados em lugares altos para evitar que as crianças estraguem o acervo. Em algumas unidades do Ensino Fundamental a realidade é ainda pior: a ausência de livros e leitores marcam corredores e salas de aula. Como diz a educadora e pesquisadora espanhola Teresa Colomer, os estudantes precisam ser convidados a “andar entre livros”. Então, situações como essas precisam ser questionadas e transformadas.
Diante do protesto da coordenadora, lembrei imediatamente da grata experiência que tive quando recebi um pão quentinho em casa e, de brinde, apreciei um poema de Carlos Drummond de Andrade, publicado no saco de pão. O dono da padaria provavelmente não é educador. Mas, usando uma estratégia criativa, ele proporciona a leitura para seus clientes. Apesar de pagar um pouco mais pela estampa poética, o padeiro não cobra taxa extra, não seleciona os clientes entre os que sabem ler e os que não sabem. Simplesmente, oferece pão com poesia a todos. Lembro, ainda, de um grupo de voluntários de São Paulo que entregou livros às pessoas que pediam dinheiro nos semáforos da cidade e da ialorixá Mãe Stella de Oxóssi, da Academia de Letras do Brasil, que criou a biblioteca móvel Animoteca, aqui em Salvador.
Todas essas iniciativas partem de, pelo menos, dois pressupostos. O primeiro é o de que não se forma leitores sem livros. O segundo de que é possível apostar no caminho da sedução do leitor. Em Como um Romance (Editora Rocco, 167 págs., (11) 3170-4033, 18,20 reais), o francês Daniel Pennac discute e defende o leitor como um sujeito de direitos e de desejos e oferece pistas para novas tramas pedagógicas.
Será que a escola não poderia, também, oferecer a leitura em momentos assim, nos tomando de surpresa e enchendo de prazer? Os espaços de Educação formal, em muitos momentos, se distanciam do aprendizado das práticas sociais de leitura e escrita. No cenário contemporâneo brasileiro, formar leitores e escritores ainda é uma promessa – acontece de forma parcial, desigual e, por vezes, precária.
Poucas trajetórias leitoras se consolidam sozinhas. Claro que há casos singulares como o da escritora brasileira Carolina Maria de Jesus (1914-1977), que se tornou leitora com materiais encontrados no lixo e tornou-se uma autora premiadíssima com Quarto de Despejo. Mas, em geral, muitos estudantes precisariam ter o encontro com os livros mediado pela escola.
Inspirados por Daniel Pennac, podemos pensar em atividades como as bancas de leitura nas feiras livres realizadas pelos estudantes e professores, as tendas de contos africanos nas praças, a hora da leitura na rádio local, os saraus com a participação das avós, a publicação de catálogos de resenhas literárias, e as rodas de leitura na sala de aula.
E aí, na sua escola, que ações têm sido realizadas para incentivar a leitura? Que outros projetos podem auxiliar nesse esforço? Você tem alguma experiência de “encantador de leitores” para compartilhar?
Entre nessa roda, conte a sua história!
DIA 05 DE MAIO - DIA DA LÍNGUA PORTUGUESA
PAÍSES QUE FALAM A LÍNGUA PORTUGUESA

Dicas de Português
Algumas vezes a gramática da língua portuguesa pode confundir os falantes, mas existem dicas de português que podem facilitar a sua relação com o nosso idioma.
A nossa bela língua portuguesa quase sempre nos deixa cheios de dúvidas, não é mesmo? A nossa Gramática ainda é um grande mistério para muitas pessoas e, apesar de sermos falantes habilidosos e de sabermos adequar a linguagem de acordo com a necessidade de cada situação, por vezes ficamos na dúvida sobre o uso correto de algumas expressões. Às vezes cometemos erros sem sequer sabê-los, por isso é importante ler bastante e ficar atento às dicas de português que o sítio de Português sempre traz para você.
Hoje vamos falar sobre dez dúvidas linguísticas frequentes entre os falantes. Certamente você vai se identificar e resolver alguns questionamentos que sempre insistiram em te acompanhar. São dicas simples, mas extremamente úteis para o seu dia a dia. Vamos lá?
► Dica 1: Para mim fazer ou para eu fazer?
Bom, para acabar de vez com a dúvida, basta pensar que mim é um pronome pessoal oblíquo, portanto,não pode exercer função de sujeito em uma oração. O mim não faz nada, certo? O correto é para eu fazer.
► Dica 2: Menas ou menos?
Essa é fácil, até porque a forma menas simplesmente não existe.
► Dica 3: Como se diz, quatorze ou catorze?
Você pode optar por qualquer uma das formas, pois ambas estão corretas.
► Dica 4: São uma hora da tarde ou é uma hora da tarde?
O verbo ser deve concordar com as horas, portanto, “é uma hora da tarde”, “são duas horas da tarde” e assim por diante. Lembre-se de que “são doze horas”, mas se for substituir o “doze horas” por “meio-dia”, então será “é meio-dia”.
► Dica 5: Está fazendo zero graus ou está fazendo zero grau?
Se o zero é singular, devemos, pois, atentar-nos à concordância. O correto é “zero grau”, no singular.
► Dica 6: Anexo ou em anexo?
Dizer que algo está em anexo é o mesmo que dizer que algo está anexado, portanto, a palavra deve concordar com o substantivo a que se refere:
Anexas seguem as promissórias.
Anexo segue o recibo.
Os documentos solicitados estão anexos.
Em anexo é uma forma invariável, portanto, não vai para o feminino e nem para o plural:
Em anexo, seguem as promissórias.
Em anexo, segue o recibo.
Em anexo, seguem os documentos solicitados.
► Dica 7: Seje ou seja?
Essa também é fácil, até porque não existe a forma seje, tampouco esteje. No presente do subjuntivo, os verbos ser e estar são seja, esteja e tenha.
► Dica 8: Ela sempre quiz ou ela sempre quis?
Lembre-se: quiz, com z, não existe! O certo é quis, pois o som /z/ na conjugação do verbo querer deve ser grafado com “s”: quisera, quiseram, quiseste, etc.
► Dica 9: Houveram muitos desentendimentos ou houve muitos desentendimentos?
Quando ao verbo haver for atribuído o sentido de existir ou acontecer, ele é impessoal, isto é, sem sujeito, portanto, só pode ser usado no singular. O correto é “houve muitos problemas”.
► Dica 10: Degraus ou degrais?
Só existe uma forma correta para o plural da palavra degrau, e essa forma é degraus. A terminação -aisdeve ser empregada apenas nas palavras terminadas em -al, como canais, animais, anuais etc.
Viu só? São dez dicas simples de português que vão ajudá-lo(a) a dissipar todas as dúvidas que tanto incomodam no dia a dia. Bons estudos!
terça-feira, 26 de abril de 2016
sexta-feira, 22 de abril de 2016
DIA DO DESCOBRIMENTO DO BRASIL - 22 DE ABRIL DE 1500
HÁ 516 ANOS ACONTECIA O
DESCOBRIMENTO DO BRASIL
História do Descobrimento do Brasil
Em 22 de abril de 1500 chegava ao Brasil 13 caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral. A primeira vista, eles acreditavam tratar-se de um grande monte, e chamaram-no de Monte Pascoal. No dia 26 de abril, foi celebrada a primeira missa no Brasil.
Após deixarem o local em direção à Índia, Cabral, na incerteza se a terra descoberta tratava-se de um continente ou de uma grande ilha, alterou o nome para Ilha de Vera Cruz. Após exploração realizada por outras expedições portuguesas, foi descoberto tratar-se realmente de um continente, e novamente o nome foi alterado. A nova terra passou a ser chamada de Terra de Santa Cruz. Somente depois da descoberta do pau-brasil, ocorrida no ano de 1511, nosso país passou a ser chamado pelo nome que conhecemos hoje: Brasil.
A descoberta do Brasil ocorreu no período das grandes navegações, quando Portugal e Espanha exploravam o oceano em busca de novas terras. Poucos anos antes da descoberta do Brasil, em 1492, Cristóvão Colombo, navegando pela Espanha, chegou a América, fato que ampliou as expectativas dos exploradores. Diante do fato de ambos terem as mesmas ambições e com objetivo de evitar guerras pela posse das terras, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas, em 1494. De acordo com este acordo, Portugal ficou com as terras recém descobertas que estavam a leste da linha imaginária (370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde), enquanto a Espanha ficou com as terras a oeste desta linha.
Mesmo com a descoberta das terras brasileiras, Portugal continuava empenhado no comércio com as Índias, pois as especiarias que os portugueses encontravam lá eram de grande valia para sua comercialização na Europa. As especiarias comercializadas eram: cravo, pimenta, canela, noz moscada, gengibre, porcelanas orientais, seda, etc. Enquanto realizava este lucrativo comércio, Portugal realizava no Brasil o extrativismo do pau-brasil, explorando da Mata Atlântica toneladas da valiosa madeira, cuja tinta vermelha era comercializada na Europa. Neste caso foi utilizado o escambo, ou seja, os indígenas recebiam dos portugueses algumas bugigangas (apitos, espelhos e chocalhos) e davam em troca o trabalho no corte e carregamento das toras de madeira até as caravelas.
Foi somente a partir de 1530, com a expedição organizada por Martin Afonso de Souza, que a coroa portuguesa começou a interessar-se pela colonização da nova terra. Isso ocorreu, pois havia um grande receio dos portugueses em perderem as novas terras para invasores que haviam ficado de fora do tratado de Tordesilhas, como, por exemplo, franceses, holandeses e ingleses. Navegadores e piratas destes povos, estavam praticando a retirada ilegal de madeira de nossas matas. A colonização seria uma das formas de ocupar e proteger o território. Para tanto, os portugueses começaram a fazer experiências com o plantio da cana-de-açúcar, visando um promissor comércio desta mercadoria na Europa.
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